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Brasil fica menos vulnerável à gripe suína com novos testes, diz Temporão - 23/06/2010  19:16

Carolina Pimentel

Repórter da Agência Brasil



Brasília - Depois de lançar o teste nacional para o diagnóstico dTemporão lembrou que na primeira onda de gripe, em 2009, o governo encontrou dificuldades de importar os testes por falta de volume disponível nos laboratórios estrangeiros para atender a demanda brasileira. De abril a dezembro do ano passado, o Brasil importou 73.121 testes. “No ano passado, quando a OMS [Organização Mundial da Saúde] declarou que uma nova doença havia surgido no mundo, houve uma corrida dos países para ter acesso ao reagente, que era a única maneira de fazer o diagnóstico. Isso deixou o Brasil numa situação vulnerável. Dependíamos de um único produtor mundial para poder fazer o exame”, disse Temporão. Fabricado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) - por meio do Laboratório de Bio-manguinhos e do Instituto Carlos Chagas - em parceria com os institutos paranaenses de biologia molecular (IBMP) e de tecnologia (Tecpar), o primeiro lote, com 30 mil testes nacionais, será distribuído para a Fiocruz (RJ), o Instituto Evandro Chagas (PA), o Instituto Adolfo Lutz (SP) e três laboratórios públicos no Distrito Federal, Paraná e na Bahia - únicas instituições que realizam o diagnóstico do vírus Influenza A (H1N1) no país. Os primeiros testes serão destinados a pacientes internados com suspeita da doença. O exame é indicado também para surtos em comunidades e investigação de mortes. A meta é fabricar 80 mil testes por mês para suprir a demanda nacional. De acordo com o ministério, o teste nacional é mais barato, mais rápido e confiável. O kit deve sair por R$ 45 - no mínimo, metade do preço pago pelo governo ao teste importado. Outra novidade é a redução no tempo para a análise da amostra - que vai passar de oito para quatro horas. Temporão afirmou ainda que a tecnologia ajudará o país no desenvolvimento de testes rápidos para outras doenças, como dengue, malária e tuberculose. O teste nacional está disponível somente para a rede pública. Não há expectativa para fornecimento aos laboratórios privados.



Edição: Lílian Beraldo



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